Os tipos de rolhas para vinhos


Os tipos de rolhas para vinhos

Você sabia que as rolhas dizem muito sobre o vinho? Conheça os vários tipos, que inclusive podem até influenciar no aroma da bebida!

Que o vinho é uma bebida espetacular, isso é um fato! Toda a produção é feita pensando em proporcionar as melhores experiências aos amantes dessa bebida. Assim como existe a taça ideal e técnicas de serviço apropriadas, tudo para suprir a expectativa do consumidor, existe também a rolha adequada para determinada categoria de vinhos.

Por isso, preparamos este artigo para que você conheça mais das peculiaridades da sua bebida favorita! Confira abaixo.

Como sabemos, a rolha cumpre a função de vedar a garrafa. E, certamente, você já se deparou com diferentes tipos de rolha no mercado. Mas, você já se perguntou o porquê dessa variedade?

Existe rolha em material de madeira, de plástico, tampa de metal e até mesmo de vidro. Isso mesmo! Vejamos, então, por qual razão existem vedantes variados para as garrafas de vinhos.

Rolhas de cortiça

Esse tipo de rolha é feito do material extraído de uma árvore, chamada sobreiro. O sobreiro é uma árvore nativa de Portugal, sendo este país o maior produtor de rolhas do mundo.

Dentre as rolhas desse material existem:

Cortiça maciça

Feita da casca do sobreiro, material mais nobre da árvore. Essa rolha é bastante comum em vinhos de guarda, justamente, pelo fato de ela vedar bem, o que evita a oxidação. Além de permitir um micro oxigenação fundamental para que o vinho evolua com o passar dos anos.

Isso porque, a cortiça tradicional é um pouco porosa, ou seja, não permite contato com oxigênio em excesso a ponto de deixar a bebida oxidar. Porém, ela permite uma passagem de ar especial para que a bebida alcance as notas desejadas – por isso da escolha dessa árvore, que por essas características a faz perfeita para vedar vinhos que irão evoluir dentro da garrafa.

As rolhas maciças, portanto, possuem longa durabilidade e boa elasticidade.

Aglomerado de cortiça

Essa rolha é feita pelos restos de cortiça maciça. O aglomerado de cortiça são pedaços de cortiça colados, com uma cola especial. Essa rolha tem durabilidade e elasticidade menores que a rolha de cortiça extraída diretamente da casca do sobreiro. Por isso, as rolhas de aglomerado de cortiça são encontradas normalmente em vinhos mais jovens, sem potencial de guarda.

Essas rolhas cumprem com eficiência o seu papel. E, a opção do produtor por ela não diz respeito a qualidade da bebida, e sim apenas questão de estratégia de elaboração, especialmente para compor excelentes vinhos não envelhecidos.

Rolha espumante

A rolha espumante é feita por uma mescla de cortiça original com aglomerado de cortiça. Se você reparar, a rolha do espumante possui um formato característico, lembrando a aparência de um cogumelo.

Na verdade, essa rolha é feita em formato cilíndrico assim com as demais, e adquire essa forma com o tempo em que permanece na garrafa, em função da pressão interna ser maior nesse tipo de bebida. Assim, a cabeça da rolha tem a função de favorecer sua extração segura, sem a necessidade de um abridor, o que tornaria o processo perigoso.

É importante ressaltar que as rolhas feitas em madeira, no geral, estão sujeitas aos defeitos de rolha. Estima-se que os defeitos atingem cerca de 5% das garras do mercado. E um deles é a contaminação por tricloroanisol ou TCA, que é uma substância liberada por um tipo de fungo encontrado livremente no ambiente, sobretudo, instalados em madeiras. Contudo, isso não causa nenhum dano à saúde humana, apenas mau cheiro na rolha – cheiro de papel molhado ou mofo – que pode interferir no aroma e sabor do vinho.

 

Rolha de vinho do porto

Essa rolha é feita considerando que o consumo desse tipo de vinho não será imediato após aberto. Ou seja, o processo de produção dessa rolha é sabendo que você não irá consumir a garrafa inteira.

Por isso, parte da rolha é de cortiça original e a outra parte é de madeira mais sólida. Isso faz as rolhas de vinhos do porto serem mais eficientes, podendo ser colocadas de volta ao vedante da garrafa, promovendo a conservação das características da bebida normalmente. Mas, é claro que o armazenamento após aberto não deve ser longo, e sim cerca de um a dois meses.

 

As rolhas de cortiças, no geral, pedem que as garrafas sejam armazenadas deitadas, para que as rolhas não ressequem. Além disso, a idade mínima que o Sobreiro deve ter para extração da matéria prima é de 20 anos. E, após a primeira leva extraída, a próxima, dessa mesma árvore, deve acontecer 9 anos depois. Por essa condição dada, respeitando o cultivo necessário dessa árvore, é que o mercado lançou mão de outras alternativas. Vejamos quais a seguir.  

Rolhas sintéticas

Lançadas no mercado a partir da década de 1990, são rolhas feitas de plástico, com durabilidade razoável. Isto é, essas rolhas são uma alternativa para vedarem vinhos jovens. As rolhas sintéticas realizam a mesma função das de cortiça. E o uso delas não quer dizer que o vinho seja de baixa qualidade, mas apenas que esse tipo de rolha é apropriado aos vinhos jovens.

Além disso, essa rolha é livre de contaminação por TCA, visto que o material não atrai fungos. Portanto, são ótimas alternativas de vedantes.

A razão pela qual alguns enólogos não gostarem da rolha sintética é por não haver comprovação de vedação a longo prazo e, também, pela estética não ser a da velha e tradicional rolha de madeira.

Rolha de vidro

Por mais improvável que seja, existem roscas feitas de vidro. Essa rolha chegou ao mercado nos anos 2000 e é pouco conhecida, pois a produção ainda é recente. Estima-se que futuramente elas serão vistas em larga escala no mercado. Ao contrário das rolhas de madeira, as rolhas de vinho não têm capacidade de interferir no aroma do vinho, porque não tem cheiro e nem sabor.

A vedação é bastante eficiente, e apresenta um anel de silicone.

Tampa rosca

O último vedante é a famosa tampa de rosca, a qual é feita de metal com revestimento interno em plástico. Essa tampa, também conhecida por “screw crap", é largamente usada no mercado para vedar vinhos jovens para consumos rápidos, como os brancos e rosés e alguns tintos.

Ela também cumpre perfeitamente a sua função, além de ser prática na hora de consumir o vinho, por não necessitar de saca-rolhas. E é claro, a tampa em rosca também não quer dizer que o vinho seja inferior, e sim que não há necessidade de extrair matéria prima para uma bebida de consumo imediato.

Tanto as rolhas sintéticas e de vidro como a tampa em rosca podem ser guardadas em pé ou deitadas. Diferente da exigência das rolhas de cortiça, que pedem que os vinhos de guarda sejam armazenados deitados. A única exigência em comum, no geral, é que todo vinho gosta de um cantinho escurinho, quietinho e fresquinho.

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